Por Matheus Soares
Enquanto a reitora da UFRN anunciava, pelo rádio, os
primeiros colocados do vestibular 2012, eu atualizava a página da Comperve e
nada aparecia. Já escutava os nomes de alguns amigos que estavam nas primeiras
vagas, mas não conseguia olhar se o meu constava na lista geral dos aprovados.
Corria pela casa, angustiado. E se eu não passar? Minutos
antes eu aparecia na televisão, concedendo uma entrevista sobre a expectativa do
vestibular à uma emissoa local. Por que eu topei participar? Vou ser o menino
confiante que não passou. Mas se eu passar?
F5 na página. Nada. E agora? Que se dane, me deitarei e
só verei o resultado em uma hora. Será que saiu? Corri para o computador e atualizei
novamente. “Erro”. Sério, Comperve?
Minha prima liga. “SÉTIMO, MATHEUS. SÉTIMO”. Sétimo?
Sétimo o quê? “Você passou!”.
Gritei. Pus para fora todos os estresses, as angustias,
os medos e os esforços de um ano sofrido. PASSEI! Gritei sem acreditar no que
estava acontecendo. Meus pais vieram e me abraçaram, eu consegui.
“Passou?”, meu avô perguntava. Não sei, minha prima disse
que passei. Fui ao computador e, finalmente, pude ver meu nome completo na
lista dos aprovados para jornalismo. A partir daquele momento eu era um universitário.
Só para constar, passei em sexto, na sua frente. Ótimo relato,reflete o nervosismo de todo vestibulando.
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