quarta-feira, 13 de março de 2013

Especial ESCOLA BASE (Parte 3)



Por Alice Andrade
   Após a prisão preventiva de Saulo e Mara, os advogados tiveram acesso ao telex do Instituto Médico Legal (IML) e viram que o seu resultado era totalmente inconclusivo. O documento alegava que as cicatrizes no menino poderiam ser tanto de um abuso sexual como também de uma diarreia forte. Mais tarde, a própria Lúcia Eiko confirmou que seu filho sofria de constipação intestinal.

   Nesse contexto, a situação dos indiciados começou a ser revertida. Provas da inocência dos seis, como depoimentos de funcionários do colégio e dos pais de outros alunos, passaram a surgir na defesa deles.

   Todavia, apenas no dia 22 de junho os suspeitos de abuso sexual de menores foram inocentados pelo delegado Gérson de Carvalho. Discretamente, os jornais começaram suas retratações e focaram no ponto de vista das atuais vítimas, antes culpados. Porém, nada foi suficiente para consertar tantos danos morais e a exposição gerada aos três casais envolvidos.

Principais Envolvidos

   Os principais envolvidos no episódio foram os proprietários da escola, o casal Maria Aparecida Shimada e Icushiro Shimada (Ayres); seus sócios, Paula Milhin de Monteiro Alvarenga e Maurício de Monteiro Alvarenga; e os pais de um dos alunos, Mara Cristina e Saulo Nunes. Ambos foram os acusados de abuso sexual contra as crianças da Escola Base e julgados precocemente pela imprensa e polícia.

   No entanto, o delegado Edélson Lemos também figurou entre os nomes de destaque no caso. Foi ele quem interpretou o telex do IML de maneira parcial.

   Ainda dentro da polícia, pode-se citar o nome do juiz Galvão Bruno e dos delegados Gérson de Carvalho e Jorge Carrasco. Estes assumiram as investigações após o afastamento de Lemos.

   Contudo, é impossível falar no caso Escola Base sem lembrar os nomes daquelas que deram início a todo o desenrolar da história: Lúcia Eiko e Cléia Carvalho. Já Richard Harrod Pedicini, americano residente no bairro da Aclimação, foi acusado de ser o responsável pelo tráfico das fotos dos menores da Escola Base e também de outras crianças.


 

2 comentários:

  1. A mídia influencia, dita verdades, julga e condena pessoas o tempo todo. O que aconteceu na escola base foi abafado pelos grandes culpados dessa injustiça (os veículos de comunicação) e nada foi feito para que esse injustiça fosse reparada. E reparada em parte pois nada do que seja feito poderá devolver a paz dessas pessoas. O fala foca está de parabéns por destacar essa história que é desconhecida por muitos jovens da geração atual. Textos muito bons, são ótimos focas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo, é necessário muito cuidado pois são as vidas de pessoas que estão em jogo e não podem ser movimentadas como simples peças de xadrez. Obrigado pelo comentário, agradecemos a sua leitura e continue acompanhando nossos posts!

      Excluir